Na mostra Robert Wilson – Video Portraits

Nesta última quarta-feira, dia 01 de dezembro, fui visitar a mostra Robert Wilson – Video Portraits no Santander Cultural de Porto Alegre (RS). O motivo dessa visita foi ver o vídeo-retrato do Johnny Depp, como fã de carteirinha que sou, não poderia perder essa oportunidade. A experiência foi ótima! Como costumo dizer, minha vida seria diferente se não fosse fã desse grande ator, por influência do Johnny acabo conhecendo lugares, filmes, livros, músicas, pessoas e tantas outras coisas que provavelmente nunca teria conhecido. E essa mostra é um exemplo disso, fui motivada por um único vídeo-retrato e acabei descobrindo e apreciando uma mostra inteira, que aos meus olhos foi surpreendente e moderna.

Pensei em fazer uma interpretação do vídeo-retrato do Johnny, mas como o próprio Robert Wilson disse: “Fixar um significado a um trabalho como este limita sua poesia e a possibilidade de outras ideias. Eles são pessoais expressões poéticas de personalidades diferentes.”
Então para quem não teve a oportunidade de vê-lo de perto, abaixo está o vídeo-retrato do Johnny tirado do YouTube. Apreciem e tirem suas próprias interpretações 😉

Algumas informações sobre o vídeo-retrato do Johnny Depp tiradas do folder da mostra:

Johnny Depp – Ator – 2006 – Música de Hans Peter Kuhn. Texto de T.S. Eliot and Heiner Mueller. Voz de Robert Wilson.

A mostra Video Portraits de Robert Wilson segue em Porto Alegre até domingo, dia 05/12.
Horários:
Sex 10h às 19h
Sab e Dom 11h às 19h
Endereço: Santander Cultural – R. Sete de Setembro – 1.028 Centro.

Por @elislacerda

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O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus – Review

Por Elis Lacerda

Essa é minha segunda review aqui no blog, a primeira foi sobre o filme “Alice no País das Maravilhas” que você pode ler aqui e também dar a sua opinião 😉

Mas vamos ao que interessa, “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus“. Posso dizer que tive uma grande sorte por poder assistir a esse filme no cinema, ele estreou em minha cidade (Porto Alegre – RS) há exatamente uma semana, dia 18/06. Até então ele havia estreado em apenas duas cidades, Rio de Janeiro e São Paulo.

O filme conta a história de um homem que tem o dom de inspirar a imaginação das pessoas, o Dr. Parnassus do título (interpretado pelo ator Christopher Plummer). Ele viaja em um teatro itinerante na companhia de seu assistente Percy (Verne Troyer), de Anton (Andrew Garfield) e de sua filha Valentina (Lily Cole) para oferecer ao público a chance de transcender a realidade e entrar em um universo sem limites, o qual pode ser alcançado ao atravessar um espelho mágico. Mas Parnassus tem uma dívida com o diabo, o Sr. Nick (Tom Waits). Há milhares de anos, ele fez uma aposta com o diabo, em troca da imortalidade. Séculos depois, ao conhecer o seu verdadeiro amor, o Dr. Parnassus faz outra aposta com o diabo, na qual ele trocaria a imortalidade pela juventude, desde que, ao atingir 16 anos, sua filha Valentina se tornasse propriedade do Sr. Nick. A jovem está prestes a completar 16 anos e o Dr. Parnassus fica desesperado para protegê-la do seu destino iminente. O Sr. Nick chega para cobrar a dívida, mas, como não pode deixar passar uma boa aposta, resolve renegociar o prêmio. Agora, o destino de Valentina será decidido por aquele que seduzir as cinco primeiras almas. É em meio a essa trama que surge Tony (Heath Ledger), encontrado pela trupe pendurado em uma ponte, à beira da morte.

Posso dizer que ver Heath Ledger em seu último filme é um tanto triste. Ele tinha um talento e carisma que poucos atores possuem, e nesse filme não é diferente, é muito bom vê-lo em cena, mesmo sabendo que este foi seu último trabalho nas telas.

O filme é muito bom, possui um enredo muito bem elaborado e cheio de fantasia, de imaginação, como o próprio título sugere. É puro Terry Gilliam do começo ao fim. E os efeitos visuais usados para mostrar o mundo imaginário por trás do espelho é lindo, mudando de acordo com a imaginação de cada persoagem. Ótima direção de arte. Além de levantar questionamentos tão presentes em nossa vida moderna.

Terry Gilliam inseriu Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell na história de maneira inteligente, para ocupar as cenas que Heath não pôde gravar. A primeira transformação do personagem “Tony” é quando ele entra pela primeira vez no espelho, onde Johnny Depp o interpreta. A melhor transformação do personagem em minha opinião, pois além de ter se encaixado muito bem na história, Depp foi quem mais lembrou Ledger. E fica nítido a homenagem a Heath Ledger presente nessa cena, onde Depp diz que nada é permanente nem mesmo a morte. A única parte do filme que percebe-se a falta de Ledger é no final.

“O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” é um espetáulo para nossos olhos e para nossa imaginação. E é claro uma homenagem sincera ao talentoso Heath Ledger, terminando com a frase:

“Um filme de Heath Ledger e amigos”

Minha Review sobre ‘Alice no País das Maravilhas’. Eu vi!

Alice no País das Maravilhas

Por Elis Lacerda

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), é mais um filme feito entre a parceria Tim Burton+Johnny Depp que não decepciona. A maluca história criada por Lewis Carroll, na qual Alice é transportada através de um buraco até o país das Maravilhas e lá encontra personagens bizarros, é muito bem representada.

Agora Alice já não é mais uma menininha e sim uma jovem de 17 anos, mas que continua por assim dizer acreditando no impossível. Ela volta ao país das Maravilhas, que agora já não é mais tão maravilhoso, e sim um mundo subterrâneo (underground), dominado pela rainha vermelha (Helena Bonham Carter, que garante boas risadas). E então ela terá a missão de livrar o país da tirania da rainha cabeçuda, que quer cortar a cabeça de todo mundo. Ela terá a ajuda de vários personagens, incluindo o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp, que está perfeito no papel, trazendo uma identidade própria ao personagem).

O filme que teve sua estreia no Brasil dia 23/04, é levado as telas em cópias 3D. O efeito é maravilhoso, presente em todo o filme, e em certas cenas mais evidente, como quando Alice cai pelo buraco, você definitivamente parece que vai bater nos móveis junto com a personagem, sem falar na perfeição do gato de Cheshire.

O filme além de ter cenários fantásticos, atuações brilhantes e efeitos que fazem você não desviar os olhos da tela um só segundo, traz o que há de melhor nos filmes de Tim Burton, significados profundos. Eu sai do cinema renovada e com vontade de batalhar pelo que eu sonho. Sim, o filme mostra que é importante lutarmos pelo que queremos, e não deixarmos que outras pessoas passem a decidir a nossa vida por nós. A Alice de Tim Burton, representa “liberdade”, interpretada por Mia Wasikowska, que tenho certeza que terá um futuro promissor em Hollywood.

Agora vamos falar do Chapeleiro Maluco, presente na maioria dos cartazes de divulgação do filme. Esse Chapeleiro é mais do que simplesmente maluco, ele é humano. Ele tem consciência de sua maluquice, em determinadas cenas do filme ele emociona, perguntando a Alice se ele está ficando maluco. Ou em outras, em que ele afirma que depois de Alice partir, ela se esquecerá dele. A relação entre o Chapeleiro Maluco e Alice é uma relação paterna, sim, assista ao filme que você irá entender.

Outros personagens que devem ser lembrados, pela perfeição ao qual foram criados, são o gato de Cheshire, o Coelho Branco, o Dormidongo, Absolem (A Lagarta), os irmãos Tweedledee e Tweedledum, o Bayard (O Cão de Caça), a Lebre de Março. E entre os personagens interpretados por atores, não podemos esquecer da personagem de Anne Hathaway, a Rainha Branca.

A trilha sonora ficou em boas mãos, feita por Danny Elfman, outro parceiro fiel de Tim Burton. Ela ajuda a irmos de momentos assustadores do filme, a momentos emocionantes e também divertidos. A única música tocada do cd Almost Alice foi “Alice (Underground)” de Avril Lavigne, que tocou nos créditos finais do filme.

Bom, eu queria falar muito sobre o filme, mas tenho receio de acabar entregando partes importantes do filme. Mas só tenho uma coisa a dizer, assistam a Alice no País das Maravilhas e não tenham medo de acreditar no impossível, pois uma coisa só é impossível se você acreditar que é. 🙂